Maturidade

MATURIDADE

para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, – Efésios 4.14.15

A maturidade espiritual é alcançada quando nos tornamos mais como Jesus Cristo. Após a salvação, todo cristão inicia o processo de crescimento espiritual, com a intenção de se tornar espiritualmente maduro. De acordo com o apóstolo Paulo, é um processo contínuo que nunca terminará nesta vida. Em Filipenses 3:12-14,

Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

Como Paulo, temos que persistir continuamente em direção a um conhecimento mais profundo de Deus em Cristo.

A maturidade cristã requer uma reordenação radical das prioridades, deixando de viver para se agradar e passando a viver para agradar e obedecer a Deus. A chave para a maturidade é a consistência, ou seja, a perseverança em fazer as coisas que sabemos nos aproximará de Deus. Essas práticas são conhecidas como disciplinas espirituais e incluem coisas como leitura/estudo da Bíblia, oração, comunhão, serviço e administração. No entanto, não importa o quanto trabalhemos nessas áreas, nada é possível sem a habilitação do Espírito Santo dentro de nós. Gálatas 5:16 nos diz que devemos “andar no Espírito”. A palavra grega usada aqui para “andar” realmente significa “caminhar com um propósito em vista”. Mais tarde, no mesmo capítulo, Paulo nos diz novamente que devemos “andar no Espírito”. Aqui, a palavra traduzida “andar” tem a ideia de levar as coisas “passo a passo, um passo de cada vez”. Trata-se de aprender a caminhar sob a instrução de outro — o Espírito Santo. Estar cheio do Espírito significa que caminhamos sob o Seu controle. Ao nos submetermos cada vez mais ao Seu controle, também veremos um aumento no fruto do Espírito em nossas vidas (Gálatas 5: 22-23). Isso é característico da maturidade espiritual.

Quando nos tornamos cristãos, recebemos tudo de que precisamos para a maturidade espiritual. Pedro nos diz:

Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude” – 2 Pedro 1: 3

Deus é o nosso único recurso, e todo o crescimento vem pela graça através dEle, mas somos responsáveis por fazer a escolha de obedecer.

Ser eficaz e frutífero no conhecimento do Senhor Jesus é a essência da maturidade espiritual.

Pr. Ismael da Silva

O Brasil laico

O Brasil é um país de grande maioria cristã. A nossa constituição reconhece isso quando afirma que ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”. Essa expressão tem grande fundamento histórico, mas é preciso reconhecer que há uma explicação teológico-filosófica por trás dela.

Foram justamente os adoradores do Deus cristão que asseguraram as liberdades elencadas na constituição. Somente em uma sociedade influenciada por uma cosmovisão que acredita em um Deus pessoal, trino e distinto da natureza é possível vislumbrar os aspectos morais absolutos que regem essa sociedade, independente da relação direta com esse Deus.

Com exatidão, definiu o ilustríssimo jurista Dr. Ives Gandra Martins: “Estado laico é aquele em que as instituições religiosas e políticas estão separadas, mas não é um Estado em que só quem não tem religião tem o direito de se manifestar.

No Brasil, por outro lado, se reconhece o valor da religião para o indivíduo e para a própria fundação do Estado. Não é à toa que símbolos cristãos podem ser encontrados em repartições públicas, num reconhecimento de que o Estado brasileiro é devedor da religião cristã. Nada disso afeta a laicidade adotada pelo Brasil, pois a manifestação religiosa não é somente um direito do cidadão, como também é um aspecto da humanidade.

Isso pode ser atestado com o artigo 19 da Constituição. Esse artigo salvaguarda o direito ao culto, ainda que esclareça que o culto nunca deve ser estatal. De outra sorte, o Estado poderá, quando achar por bem, ter uma aliança de colaboração com os grupos religiosos para o interesse público. Isso significa que as igrejas podem ser ouvidas para ajudar o Estado a administrar determinadas áreas.

Essa “humildade” estatal é fundamental para a distinção entre Estado e Igreja. Isso porque o Estado não estaria se sobrepondo sobre as instituições eclesiásticas, as famílias, as relações comerciais, etc.

A recente discussão sobre a oração incluída no primeiro ato de pronunciamento do presidente eleito Jair Messias Bolsonaro precisa levar em consideração a liberdade religiosa e de manifestação, mesmo de uma figura pública. A oração em nada afeta a laicidade do Estado; pelo contrário, a garante. Ao demonstrar que ele, o presidente eleito, está submisso a Deus e comprometido com a verdade da sua Palavra, Bolsonaro faz menção ao seu compromisso com a democracia, a justiça e o bem-estar do cidadão. Por meio da oração, o presidente eleito está definindo o Estado como uma das instituições da sociedade, mas não a mais importante.

Que Deus abençoe o Brasil e todos que queiram contribuir para uma nação mais justa.

Pr. Ismael da Silva

“Perdão”, palavra que liberta

A reconciliação não é algo a ser praticado somente entre nós e Deus, mas também para com nossos irmãos e próximos. Reconhecemos, que, à semelhança da cruz, também temos duas linhas do fluir da reconciliação: a vertical (o homem com Deus) e a horizontal (entre os homens).

O perdão (ou a falta dele) faz muita diferença na vida de alguém. A reconciliação horizontal determina se a vertical que recebemos de Deus vai permanecer em nossa vida ou não. A palavra de Deus é clara quanto ao fato de que se não perdoarmos a quem nos ofende, então Deus também não nos perdoará. Foi Jesus Cristo quem afirmou isto no ensino da oração do Pai-nosso:

“Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mateus 6.14,15).

Deus tem nos dado seu perdão gratuitamente, sem que o merecêssemos, e espera que usemos do mesmo espírito misericordioso para com quem nos ofende. Se fluímos com o Pai Celestial no mesmo espírito perdoador, permanecemos na reconciliação alcançada pelo Senhor Jesus.

Contudo, se nós negamos a perdoar, interrompemos o fluxo da graça de Deus em nossa vida, e nossa reconciliação vertical é comprometida pela ausência da horizontal. Quem não perdoa, está preso. Lemos em Mateus 18.34: “E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida”. A palavra verdugo significa “torturador”. Além de preso, aquele homem seria torturado como forma de punição. A prática do ministério nos revela que o que Jesus falou em figura nesta parábola é uma realidade espiritual na vida de quem não perdoa. Os demônios amarram a vida daqueles que retém o perdão. Suas torturas aplicadas são as mais diversas: angústia e depressão, enfermidades, debilidade física, etc.

Outro dia ouvi alguém dizendo que o ressentimento é o mesmo que você tomar diariamente um pouco de veneno, esperando que quem te magoou venha a morrer. A falta de perdão produz dano maior em quem está ferido do que naquele que feriu. Por isso sempre digo a quem precisa perdoar: – “Já não basta o primeiro sofrimento, porque acrescentar um outro maior (a mágoa) ”?

Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada. O perdão é um ato de misericórdia, de compaixão. Nada tem a ver com merecimento. O que seria de nós sem a misericórdia de Deus.

Quantas vezes Deus já nos perdoou? Quantas mais Ele vai nos perdoar? Se devemos perdoar como também Deus em Cristo nos perdoou, então fica claro que não há limite de vezes para perdoar!

O perdão não é um sentimento, é uma decisão e também uma atitude de fé. Já dissemos que o perdão não é por merecimento, logo, não tenho motivação alguma em minhas emoções a perdoar. Não me alegro por ter sido lesado, mas libero aquele que me lesou por uma decisão racional. Portanto, o perdão não flui espontaneamente, deve ser gerado no coração por levar em consideração aquilo que Deus fez por mim e sua ordem de perdoar. As consequências da falta de perdão também devem ser lembradas, para dar mais munição à razão do que à emoção. É preciso fé para perdoar. É necessário crer que Deus é justo e que Ele não nos pede mais do que aquilo que podemos dar. Se Deus nos pediu que perdoássemos, Ele vai nos socorrer dispensando sua graça no momento em que tivermos uma atitude de perdão. Aproveite faça uma leitura de sua vida quem você tem no coração que tem te feito sofrer, chorar, deixar de dormir, sem apetite rosto triste e amargurado saia desta prisão e perdoe.

Pastor Ismael da Silva

O remédio de Deus para a ansiedade

Qual de nós não se sente ansioso e com medo diante de uma enfermidade, do desemprego, de uma crise familiar, da violência que nos cerca, como também do momento tão difícil que passa a nossa nação principalmente em meio as eleições para Governador e Presidente.

Para o medo e ansiedade Deus providenciou recursos para nos ajudar nestes momentos, temos alguns caminhos a seguir para vencermos estes dois perigos:

Identificar a causa do problema. Você sabe bem as causas da sua ansiedade quando a sente?

Davi, certa vez, pediu que Deus vasculhasse o seu coração e fizesse aflorar os males que ali estavam (Sl 139.23-24).

Considerar a ajuda de um amigo verdadeiro. Depois de descobrirmos a causa de nossa ansiedade, devemos atacá-la. Esse apoio fraternal é de especial significado quando o problema é o tratamento do medo e da ansiedade. A Bíblia afirma que o “perfeito amor lança fora o medo”. Collins, afirma que o inimigo do medo é o amor. Especialmente, demonstrar o amor de Cristo é ajudar também aqueles que sofrem de ansiedade e medo.

Estar sempre alegre no senhor. Segundo Collins, alegrar-se, para os cristãos, é uma ordenança permanente do Senhor, pois Ele disse que jamais nos deixaria. Temos ainda a expectativa de sua volta e da vida com Ele num lugar especialmente feito para nós, Seus filhos. Baseados nessa promessa, podemos viver livres do medo. Precisamos conhecer a palavra do Senhor para que sejamos consolados e fortalecidos!

Confiar em deus em oração e súplicas. Jó orou muito durante a sua crise existencial. Foi crescendo tanto em confiança em Deus que, no final de suas provações, ele declara: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem” ( Jó 42.5). Ana, por sua vez, foi embora contente após ter orado com tanta dedicação ao Senhor e ouvido as palavras do sacerdote Eli (1Sm 1.9-18).

O que determina a paz no barco não é a ausência da tempestade lá fora, mas a presença de Jesus do lado de dentro. Paz não é a ausência de problemas e aflições, mas é uma dependência completa do cuidado de nosso Pai Celeste.

Faz-nos bem refletir na estrofe de um cântico que diz: “Com Tua mão segura bem a minha, e pelo mundo alegre seguirei. Mesmo onde as sombras caem mais escuras, Teu rosto vendo, nada temerei”.

Pastor Ismael da Silva

Votando com consciência

Hoje, nós, cidadãos cristãos, elegeremos – 1 Presidente da República e 27 governadores e seus respectivos vices – 513 deputados federais e 54 senadores, ao todo são 81 cadeiras no Senado somente parte e renovado a cada quatro anos, 94 deputados estaduais – para nos representar nos processos de tomada de decisão pública no próximo quadriênio (2019-2022), pelo menos. Segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral, cerca de 25 mil pessoas estão concorrendo a esses cargos eletivos em todo o país 3 . Diante de tantas possibilidades, como escolher um candidato que realmente representa meus princípios, valores e interesses? O que observar nesses candidatos e em suas propostas? Seguem alguns conselhos, bíblica e cientificamente fundamentados, que te ajudarão nessa escolha. Vivemos em um país democrático, cuja Constituição Federal define que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente” (Brasil, 1988, artigo 1º, parágrafo único).

Além de participar politicamente, o Cristão vocacionado também deve se envolver e buscar influenciar a política. José governou o Egito e influenciou significativamente as decisões tomadas por Faraó, rei do Egito. Certa vez, José aconselhou o rei a ajuntar os mantimentos a serem obtidos nos sete anos de fatura que a terra do Egito vivenciaria (conforme sonho dado por Deus ao rei) e guardá-los para servir de suprimento nos sete anos de fome que se seguiriam aos anos de fatura. Além de seguir esse conselho, Faraó colocou José como governador do Egito e essa Nação não só teve mantimento para os sete anos de fome, como ainda abasteceu outros povos
carentes (Gn 41).

Embora tenhamos o poder político para decidir quem nos governará, nós, Cristãos, muitas vezes, não damos a necessária atenção e/ou não atribuímos a devida importância a nossa participação consciente e ativa nas eleições. Uma das razões para essa apatia e/ou descaso em relação à política e ao nosso papel de cidadãos está relacionada com nossa visão acerca da política. Há ainda um discurso recorrente na igreja Cristã que prega a incompatibilidade da fé com a política e, por conseguinte, o não envolvimento do Cristão com a política em qualquer de suas dimensões.

Nosso conselho para você Cristão vote em candidatos tementes a Deus e a sua Palavra responsabilidade de escolher sabiamente nossos representantes, os quais devem ser homens e mulheres de bom testemunho de vida, íntegros, tementes a Deus e justos. A bíblia nos alerta que a Nação administrada com justiça e no temor de Deus prospera, ao passo que o governo do ímpio produz sofrimento e injustiça.

Pastor Ismael da Silva

A Família e o Voto

É interessante observar como o tema “família” faz parte de muitas promessas dos candidatos. Existem partidos que a única bandeira é a defesa da família. Muitos procuram citar a proteção a família como um argumento de campanha, os que estão no governo citam programas já criado de apoio assistencial a família, os que não estão fazem promessas. Pena que muitas vezes programas de assistência à família sejam confundidos com programas de fortalecimento das famílias.

Não se fortalece a família, quando por exemplo, se aprova leis como a da palmada, que tira o poder dos pais em educar seus filhos. Não se fortalece a família quando grupos e partidos políticos lutam para descriminalizar a maconha. Não se fortalece a família quando há tentativas de legalizar a prostituição. Não se fortalece a família quando crianças são ensinadas que o homossexualismo é apenas uma questão de opção sexual. Não se fortalece a família quando tentativas de aprovação do aborto ganha força e tem apoio importante em todos os poderes. Não se fortalece a família quando se tenta, de quando em quando, mudar a definição tradicional da família. Tramita, por exemplo, no Congresso Nacional o “Estatuto da Família”. Nele há inúmeros artigos que contrariam a visão judaico-cristã da família. Devemos estar atentos.

Segundo políticos comprometidos verdadeiramente com os princípios judaico-cristãos do casamento, da família e da sexualidade, existem hoje, no Congresso Nacional mais de 800 projetos de leis que ferem profundamente as bases da família segundo a visão cristã. Não se fortalece a família quando os próprios governantes não são exemplos de integridade nas questões familiares e conjugais.

Devemos, com certeza, apoiar candidatos que, verdadeiramente, levantam esta bandeira, mas, em sendo eleitos, os mesmos deputados devem ser cobrados, pois defender a visão segundo o conceito judaico-cristão é uma causa, para a mídia, ingrata, indigesta, antipática e politicamente errada. No cenário político temos muitos exemplos de parlamentares que são taxados de intolerantes e fundamentalistas porque defendem estas e tantas outras questões importantes para o fortalecimento da instituição do casamento e da família.

Que Deus nos abençoe enquanto nação brasileira e que os eleitores, especialmente os cristãos sejam sábios e estejam atentos para que seus candidatos não apenas levantem a bandeira, mas paguem, se preciso, um preço alto junto a mídia.

– Pastor Ismael da Silva

Entendendo o Cristianismo

O Cristianismo é uma religião de História. Ele não se ampara em lendas, mas em fatos os quais
devem ser testemunhados, visto que eles têm uma relação direta com a vida dos que creem. O
Cristianismo é uma religião de fatos, palavra e vida. A fé cristã fundamenta-se no próprio Cristo:
O Deus-Homem. Sem o Cristo Histórico não haveria Cristianismo. O Cristianismo é o próprio
Cristo; ele não apenas indica o caminho; antes, é o próprio (Jo 14.6).

Sem o fato histórico da encarnação, morte e ressurreição de Cristo, podemos falar até de experiência religiosa, mas não de experiência cristã. A experiência cristã depende fundamentalmente desses eventos. A fé cristã é para ser vivida e proclamada. A pregação caracteriza essencialmente a fé cristã e a sua proclamação (Rm 10.14,15).

A questão de quem é o Cristo que cremos e pregamos permanece; essa tem sido ao longo da História uma das indagações mais relevantes para a nossa fé. As angústias medievais e ainda permanentes em nossos dias são geradas pela falta de compreensão da pessoa e obra de Cristo.

Cristo por ele mesmo; esse é o anelo de toda Cristologia e, portanto, o fundamento de toda a nossa proclamação. Desse modo, devemos indagar sempre a respeito de nossas convicções e testemunho, avaliando-os por meio daquele que verdadeira e compreensivelmente diz quem é.

Procurar a Cristologia do Cristo equivale a buscar compreender em submissão ao Espírito tudo o que foi revelado para nós. Por certo, esse conhecimento não estará restrito ao Cristo Salvador, mas, além disso, nos fala do Cristo Deus-Homem; do Cristo Eterno e Glorioso. Aliás, só podemos falar do Cristo Salvador, se ele de fato for – como é – o Deus encarnado, visto que a nossa redenção não foi levada a efeito pelo Logos divino, nem pelo “Jesus humano”, mas por Jesus Cristo: Deus-Homem.

O evangelho nos enriquece. Jesus Cristo, o Senhor da glória, rico em sua glória eterna fez-se pobre por amor do seu povo a fim de que fôssemos enriquecidos na plenitude de sua graça. Na realidade, a sua humilhação (encarnação e morte) e exaltação (ressurreição, glorificação e ascensão) não afetaram a essência da sua natureza divina.

O evangelho é uma mensagem acerca de Deus – da sua glória e de seus atos salvadores; acerca do homem – do seu pecado e miséria; acerca da salvação e da condenação condicionada à submissão ou não a Cristo como Senhor de sua vida. Essa mensagem que envolve uma decisão na História, ultrapassa a História, visto ter valor eterno. Estejamos aberto ao Evangelho pois só ele dá ao ser humano a certeza de vida eterna em Cristo Jesus.

Pastor Ismael Silva

A falta de perdão é uma prisão

Quem não perdoa, está preso. Lemos em Mateus 18:34

“E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida”.

A palavra verdugo significa “torturador”.

Além de preso, aquele homem seria torturado como forma de punição. A prática do ministério nos revela que o que Jesus falou em figura nesta parábola é uma realidade espiritual na vida de quem não perdoa. Os demônios amarram a vida daqueles que retém o perdão. Suas torturas aplicadas são as mais diversas: angústia, depressão, enfermidades, debilidade física, etc.

Muita gente tem sofrido com a falta de perdão. Outro dia ouvi alguém dizendo que o ressentimento é o mesmo que você tomar diariamente um pouco de veneno, esperando que quem te magoou venha a morrer. A falta de perdão produz dano maior em quem está ferido do que naquele que feriu. Por isso sempre digo a quem precisa perdoar:

“Já não basta o primeiro sofrimento, porque acrescentar um outro maior (a mágoa) ”?

Alguns acham que o perdão é um benefício para o ofensor. Porém, eu digo que o benefício maior não é o que foi dado ao ofensor, mas sim o que o perdão produz na vítima, naquele que está ferido. Sem perdão não há cura. A doença interior só se complica, e a saúde espiritual, emocional e física da pessoa ressentida é seriamente afetada. Em outra porção das Escrituras (onde o contexto dos versículos anteriores é o perdão), vemos o Senhor Jesus nos advertindo do mesmo perigo.

Para aqueles que reconhecem que não há saída a não ser perdoar, mas que, por outro lado, não
é algo tão fácil de se fazer, pense em você como aquele que quer ficar livre.

Primeiro, o perdão não é um sentimento, é uma decisão e também uma atitude de fé. Já dissemos que o perdão não é por merecimento, logo, não tenho motivação alguma em minhas emoções a perdoar.

Não me alegro por ter sido lesado, mas libero aquele que me lesou por uma decisão racional.

Portanto, o perdão não flui espontaneamente, deve ser gerado no coração por levar em consideração aquilo que Deus fez por mim e sua ordem de perdoar. As consequências da falta de perdão também devem ser lembradas, para dar mais munição à razão do que à emoção.

Quando você começa a enxergar as misérias da vida espiritual de seu ofensor (ao menos a que manifestou no momento de te ferir), e canaliza o amor de Deus por ele, como você também necessita do amor divino ao se achegar arrependido em busca de perdão, a coisa fica mais fácil.

Pastor Ismael Silva

Toda tempestade tem um tempo

Em algum momento de sua vida, você enfrentou ou poderá passar por uma tempestade; se não literalmente, mais ao menos no sentido de enfrentar certas adversidades. Tempestade (seja literal ou não) não é algo simples de encarar e experimentar. Tal pode ser então até mesmo alguma grave tristeza, solidão, angustia, desilusão, decepção e outros sentimentos diversos e adversos.

O fato é que uma certeza você pode ter: Toda tempestade vai passar. E Jesus a acalma de forma maravilhosa; Ele sempre chega na hora certa. O mais lindo ainda é que após ela, vem uma grande bonança. Agora, o que você deve fazer no momento da sua tempestade? Quero te deixar algumas recomendações;

1. Entenda que Deus tem um propósito soberano em sua vida, e até as adversidades Ele usa para te abençoar:

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” – Romanos 8:28.

2. Tire as culpas de seu coração e saiba então que você pode experimentar alguma luta não por pecado, decisão errada, ou falta de sabedoria; tem lutas (tempestades) que é Deus quem conduz a tal.

3. Mantenha sua fé firme em Deus, persevere, confie Nele e continue servindo a Deus, temendo verdadeiramente a Ele e sendo fiel:

“Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso” – Tiago 5:11.

Mantenha sua mente e coração em Deus:

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti” – Isaías 26:3

Deus não te prova além do que você pode suportar:

“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” – I Coríntios 10:13.

Pastor Ismael Silva

Decisões

Decisões são necessárias todos os dias. Algumas são simples como emprestar uma caneta a um colega do trabalho ou da escola. Outras são um pouco mais difíceis como escolher a roupa para sair, qual bicicleta ou carro comprar, para qual lugar viajar. Outras são ainda mais difíceis como a escolha do futuro cônjuge para namorar, qual faculdade cursar, qual carreira ideal para trabalhar.

Como você toma essas decisões hoje? Talvez você coloque na balança os prós e os contras e analise qual a opção mais vantajosa para você. Talvez você escolha aquela opção que rende mais dinheiro ou aquela que exige o menor esforço. Ou talvez você não escolha nenhuma delas com medo de errar e acaba deixando a vida escolher por você.

Bem, fato é que toda decisão traz consequências. Se a decisão for correta, a consequência será um grande presente, uma enorme satisfação; se for errada, a angústia e o sofrimento virão. Por isso, precisamos ser sábios para que possamos tomar decisões corretas.

Um sábio não é aquele que senta no topo da pilha de livros que já leu e começa a expor seu conhecimento para um público. Sábio é aquele que adquire conhecimento e aplica-o adequadamente para tomar decisões em sua vida.

Deus nos ensinou de onde vem a sabedoria:

“O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução” – Pv 1:7

A palavra “ciência” no versículo anterior deve ser melhor compreendida por “sabedoria”. Para sermos sábios, precisamos temer ao Senhor, reconhecendo-o como soberano, conhecedor de todas as coisas.

Podemos confiar Nele, porque os Seus caminhos e Seus pensamentos são mais altos do que os nossos (Isaías 55:9). Deus tem uma visão ampla e completa de tudo, nós temos uma visão reduzida.

Portanto, todas as nossas decisões deve ser tomadas após uma boa conversa com Deus. Ele sabe tudo, por acaso há alguém melhor para responder as nossas dúvidas? Pergunte para Deus qual caminho você deve seguir. Para orar a Deus não há fila, não é necessário pegar uma senha, não é necessário fazer nenhum ritual, apenas fale com Ele. A escala de Deus é 24 por 7, não há intervalos, você pode falar com Ele agora.

O que você precisa decidir hoje? Já falou sobre isso com Deus? Seja lá o que você tenha que fazer, fale antes com Deus.

“Do homem são as preparações do coração, mas do SENHOR a resposta da língua” – Pv 16:1

Pr. Ismael Silva